Boa aluna

Percival e Marildes
Foto: Internet

A ex-secretária municipal de Saúde e agora candidata a vice-Prefeito pela coligação “Rondonópolis merece Mais”, Marildes F. do Rêgo (PSD), parece ter sido uma excelente aluna de seu ex-chefe, o prefeito Percival Santos Muniz (PPS).
Pelo menos, na arte de criar factóides (informações falsas ou não comprovadas que se aceita como verdadeiras, em consequência de sua repetida divulgação pela imprensa; fato ou notícia forjada, com o intuito de atrair a atenção da opinião pública), Marildes mostra ter sido aluna exemplar.
Vejamos: No final de março deste ano, ao deixar o staff de Percival, para justificar sua filiação ao PSD a ex-secretária de Saúde promoveu o maior rebuliço ao dar entrevistas à Imprensa, dizendo que havia sido traída pelo presidente municipal do PPS, vereador Fábio Cardozo, o qual segundo ela afirmou, não teria efetivado seu registro de filiação no PPS.
Eis que na sexta-feira da semana passada, conforme despacho do juiz da 45ª Zona Eleitoral de Rondonópolis, Wlademir Perry, Marildes F. do Rêgo teve que em 72 horas apresentar prova de filiação partidária junto ao PSD, uma vez que no Relatório Oficial da Justiça Eleitoral constava que a candidata estava filiada ao Partido Popular Socialista – PPS.
Será que ela vai explicar aonde quis chegar ou podemos tirar conclusões por conta própria?
Comportamento, no mínimo, inconveniente, para quem almeja ser vice-Prefeito!
Crime eleitoral
A maioria dos candidatos a vereador pode estar cometendo crime eleitoral sem que haja a percepção pela Justiça Eleitoral que, não por omissão, mas por sobrecarga de trabalho, pode estar sendo enganada pelos espertinhos.
Há candidatos que ainda não abriram a conta de campanha, mas já comprometeram valores, na confecção de jingles, santinhos e de adesivos de carro e de porta.
E como é de praxe, esses serviços são cobrados à vista.
Se não tinham ou não tem a conta ainda, como mandaram confeccionar o material?
Isso se configura como crime de abuso de poder econômico.
Tem candidato que deve estar nadando de braçada, por essa “cochilada” da Justiça Eleitoral.
Ficha Limpa
A decisão do Tribunal Superior Eleitoral de atribuir a responsabilidade às assembléias legislativa e as câmaras municipais, quanto a prestação de contas dos gestores estaduais e municipais, causou perplexidade nos meios jurídicos e também na sociedade brasileira.
Se com esse controle sendo feito pelos tribunais de Contas, os corruptos já davam um jeito de escapar das punições, imaginem passando a ser feito por deputados e vereadores?
No âmbito dos municípios, por exemplo, muitos Legislativos são verdadeiros “puxadinhos” das Prefeituras, onde os vereadores fazem vistas grossas para os abusos e falhas dos gestores, numa política de convivência boa até demais para o gosto dos contribuintes.
Se passarem a “fiscalizar” com a nova determinação do TSE, aí que a “vaca vai pro brejo”, mesmo.
Ao invés de consertarem as coisas, estão degringolando ainda mais.
Pode dar zebra
Os candidato à reeleição, seja em que nível for, não devem confiar muito que receberão os votos necessários para retornar aos mandatos.
Os ventos de moralização da Coisa Pública que sopram por sobre o País, vão soprar nas eleições municipais, também.
O nível de entendimento político do eleitorado subiu bastante e não será qualquer conversinha mole, que vai levá-lo no bico.
Paralelamente, a fiscalização pela Justiça Eleitoral será rígida e muitos poderão ter o barco da reeleição, afundado.
Alia-se a isso, a comunicação pelas redes sociais, pela Internet e também os aplicativos de denúncias, que a Justiça Eleitoral disponibilizou ao público.
Se não fizeram em quatro anos o que deveriam e poderiam ter feito, com certeza também não o farão no próximo mandato.
Verba indenizatória
Há muita controvérsia sobre a verba indenizatória, recebida pelos vereadores rondonopolitanos.
No meu entender, essa verba é necessária sim para que se possa aplicá-la em favor de ações, que beneficiem a comunidade e deve ser repassada, desde que a devida comprovação de gastos seja feita.
Antes, não deveriam ter permitido que tal verba fosse criada.
O que seria mais justo e salutar, bem como honesto!
Tudo “gente boa”
Em seu depoimento na Sétima Vara Criminal de Cuiabá, na semana passada, o ex-secretário de Estado Pedro Nadaf – preso há 11 meses – confirmou a existência de uma quadrilha de “gente boa” em Mato Grosso, ao assumir ter feito parte de uma organização criminosa que dilapidou os cofres do Estado.
Em seu depoimento Nadaf disse que o esquema começou com a reeleição de Silval Barbosa (PMDB) ao cargo de governador, quando teriam começado os contatos com empresários, que teriam “doado” R$ 12 milhões e em troca, recebido vários benefícios.
Parte do dinheiro, teria sido destinada para o Caixa 2 e parte licitamente.
Com a reeleição, nomeações de secretários foram feitas para que em pontos estratégicos, fosse possível “abastecer” com recursos, a organização criminosa.
Daí, o nome de crime organizado. Com o esquemão, dentro das “prerrogativas” de cargos públicos.
Ê Mato Grosso véio, sem porteira!

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