HR: retirada de rim de paciente era necessária

Caso suspeito está sendo monitorado no HR (Foto: A Tribuna MT)

(Foto: A Tribuna MT)
HR de Rondonópolis (Foto: A Tribuna MT)

A dúvida que existia em relação à retirada de um rim durante o atendimento, em setembro, ao operador de empilhadeira Jefferson Hora dos Santos, de 30 anos, no Hospital Regional Irmã Elza Giovanella, de Rondonópolis, foi desfeita pela direção daquela unidade de Saúde.
O assunto foi motivo de questionamento pelo blog Estela Boranga comenta, na edição do dia 10 deste mês, através da matéria “HR: erro de cirurgia ou tráfico de órgãos?”. O blog tentou manter contato por telefone com a direção do HR, mas não obteve êxito, só sendo adiantado que o médico responsável pela cirurgia estava elaborando o laudo, conforme consta na matéria.
O rim foi retirado, segundo o diretor do HR Luiz Antunes, para salvar a vida do paciente, que havia sido internado, para a retirada de um projétil, que estava alojado próximo à coluna cervical de Jefferson. O paciente só descobriu que estava sem o órgão e, ainda com o fragmento no corpo, quando foi retirar os pontos da cirurgia.
Discussão no trânsito
Jefferson foi atingido por uma bala durante uma discussão no trânsito, no dia 11 de setembro, em um bairro de Rondonópolis. Aproximadamente uma hora depois de ter sido baleado, ele foi levado para o hospital.
Segundo o médico Luiz Antunes, o paciente foi levado para o setor de urgência. “No momento em que ele foi atendido, a prioridade era retirar o rim que havia sido atingido pela bala e explodido, para que pudéssemos salvar a vida dele”, explicou.
Para Antunes, o procedimento ao qual o paciente foi submetido foi correto e salvou a vida dele. “O que restou do órgão estava sangrando muito. Se o médico não tivesse retirado o rim, ele sangraria até a morte. O fragmento da bala, nesse caso, era um problema secundário”, afirmou.
De acordo com os médicos, a retirada do fragmento pode trazer prejuízos para a vida do paciente. Um novo exame mostrou que o estilhaço está alojado ao lado da coluna e encostado no outro rim. “Com a cirurgia, o risco de machucar o outro órgão é muito grande. A bala não traz nenhum risco para a vida dele”, explicou o médico Luiz Antunes. Jefferson deve usar um colete cedido pelo hospital durante a recuperação e continuar sendo monitorado.
Com G1 MT

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