PJC alerta sobre golpes de fim de ano

Delegado alerta para os golpes em MT (Foto: Marcus Mesquita/Mídia News)

Delegado alerta para os golpes em MT (Foto: Marcus Mesquita/Mídia News)
Delegado alerta para os golpes em MT
(Foto: Marcus Mesquita/Mídia News)

Segundo matéria de hoje do site Gazeta Digital, a Polícia Judiciária Civil (PJC) de Mato Grosso alerta para o aumento de golpes, nesta época do ano, que pode servir tanto para a Capital, Cuiabá, como para as cidades do interior do Estado.
Segundo o delegado José Carlos Damian, da Delegacia de Estelionato de Cuiabá, afirma que a maioria dos golpes é aplicado de dentro das cadeias e são os próprios presos e ex-presidiários, com tornozeleira eletrônica, que cometem os crimes. “Os golpistas trabalham como uma organização e atuam em todos os estados brasileiros. O dinheiro arrecadado nos golpes é para financiar o crime organizado”, adianta ele.
Só em Cuiabá, nos primeiros 4 meses deste ano, o crime de estelionato movimentou cerca de R$ 5 milhões, com o golpe “bença-tia” em que o bandido se passa por alguém da família por telefone e tenta conseguir dinheiro através de depósito bancário -, arrecadou aproximadamente R$ 700 mil.
Veja os golpes:
Bença-tia ou carro estragado
O mais comum, ultimamente, é o golpe “bença-tia” ou do “carro estragado”, em que o golpista se passa por um sobrinho e liga em um número aleatório de outro Estado.
A pessoa que atende a ligação pode cair na bobeira de dizer alguma informação de algum parente. O criminoso diz que o carro está quebrado na estrada, que está faltando dinheiro para pagar o conserto, alegando que o mecânico não aceita cartão e precisa de dinheiro na conta para efetuar o pagamento à vista. Muitas vezes a vítima faz o depósito bancário e cai no golpe.
“Neste caso a pessoa que atendeu à ligação, deve se certificar primeiro onde está a pessoa que se diz estar precisando do dinheiro, antes fazer o depósito”, orienta o delegado.
Saidinha de banco
O movimento maior nos bancos por causa do pagamento do décimo terceiro salário, as agências e os clientes se tornam alvo dos golpistas.
Normalmente, os bandidos ficam nos caixas eletrônicos, se passam por funcionários do banco dizendo para o correntista que precisa atualizar a senha do cartão e chegam até a apresentar um formulário. Quando a pessoa digita a senha, o bandido memoriza e na hora de entregar o cartão faz troca, passando para o correntista um cartão errado.
“Tudo é muito rápido. Quando a pessoa vai embora o golpista fica com a senha e com o cartão da vítima e acaba fazendo empréstimos, transferências e saques. Neste caso, o banco não tem responsabilidade sobre isto, porque o cartão é do cliente bancário”, esclarece o delegado.
Golpe empresarial
Os golpistas também fazem vítimas na área empresarial. Na maioria das vezes se passam por funcionário de uma empresa pequena e ligam pedindo a cotação de um produto nas grandes redes, faz depósito na conta da empresa com cheque falso ou até só com o envelope, alegando que pagou a mercadoria.
Depois disso, retorna alegando que sem querer depositou um valor a mais e quer a devolução. Por falta de atenção, muitos empresários acabam fazendo reembolso e perdem o dinheiro.
Golpe nos hospitais
Também existe o golpe dos hospitais, onde o bandido consegue uma informação privilegiada de dentro da Unidade de Terapia Intensifica (UTI) do hospital e liga para um parente próximo do paciente, dizendo que será preciso fazer um procedimento e que deverá ser pago o valor na conta do médico.
“Este é um golpe antigo, mas tem acontecido muito no Estado. Os hospitais já são orientados a não fazer negociações deste tipo por telefone”.
Com Gazeta Digital

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