Polícia Legislativa buscou escutas da PF em endereços de senadores

PF encontra equipamentos de escutas (Foto: José Cruz/AgBR)

PF encontra equipamentos de escutas (Foto: José Cruz/AgBR)
PF encontra equipamentos de escutas
(Foto: José Cruz/AgBR)

O Ministério Público Federal (MPF) informou que os agentes da Polícia Legislativa presos hoje pela Polícia Federal, no âmbito da Operação Métis, realizaram ações de contrainteligência em busca de escutas instaladas pela PF, nos endereços dos senadores Fernando Collor de Mello (PTC-AL), Edison Lobão (PMDB-MA), Gleisi Hoffmann (PT-PR) e do ex-senador José Sarney (PMDB-AP), investigados na Operação Lava Jato.
De acordo com o MPF, os agentes viajaram pelo menos duas vezes a São Luís e a Curitiba para fazer varreduras nos endereços dos parlamentares, sob ordens do diretor da Polícia Legislativa, Pedro Ricardo Araújo de Carvalho.
A operação da PF contra o grupo teve início após uma delação premiada de um policial legislativo, segundo o qual foram realizadas ao menos quatro buscas por escutas.
Apesar das varreduras não configurarem crime em si, os procuradores afirmam ser ilegal a utilização de recursos públicos para a realização de ações de contrainteligência, em endereços de pessoas investigadas pelo Supremo Tribunal Federal no âmbito da Lava Jato.
“A deliberada utilização de um equipamento sofisticado, de propriedade do Senado Federal, passagens aéreas custeadas pelo Erário e servidores concursados, em escritórios e residências particulares, não possui outro objetivo senão embaraçar a investigação de infração penal que envolve organização criminosa”, diz o pedido do MPF para a prisão dos agentes legislativos.
Operação Métis
Ao todo, são cumpridos nove mandados judiciais por decisão da 10ª Vara da Justiça Federal, quatro de prisão temporária e cinco de busca e apreensão.
Agentes da PF foram ao Senado na manhã desta sexta-feira para coletar provas.
O nome dos políticos envolvidos, não foi divulgado.
Ao menos 12 senadores já foram citados nas investigações da Lava Jato e são investigados pelo STF.
Renan Calheiros emitiu nota
Face às diligências da Polícia Federal (PF) no Senado,o presidente da Casa, senador Renan Calheiros (PMDB-AL) emitiu uma nota pública, a respeito.
Leia a nota, na íntegra:
“A direção do Senado Federal tomou conhecimento na manhã desta sexta-feira (21) das diligências no âmbito da Polícia Legislativa. O Senado designou advogados do próprio órgão para acompanhar todos os procedimentos até a conclusão das investigações.
Convém reiterar que Polícia Legislativa exerce suas atividades dentro do que preceitua a Constituição, as normas legais e o regulamento administrativo do Senado Federal.
Atividades como varredura de escutas ambientais restringem-se a detecção de grampos ilegais (Regulamento administrativo do Senado Federal Parte II Parágrafo 3, inciso IV), sendo impossível, por falta de previsão legal e impossibilidades técnicas, diagnosticar quaisquer outros tipos de monitoramentos que, como se sabe, são feitos nas operadoras telefônicas.
Como de hábito, o Senado Federal manterá postura colaborativa e aguardará as investigações para quaisquer providências futuras.
As instituições, assim como o Senado Federal, devem guardar os limites de suas atribuições legais. Valores absolutos e sagrados do estado democrático de direito, como a independência dos poderes, as garantias individuais e coletivas, liberdade de expressão e a presunção da inocência precisam ser reiterados.
Renan Calheiros
Presidente do Senado”
Fizeram do Congresso Nacional, uma casamata de proteção aos sujos e corruptos.
Casa do povo, é coisa do passado! 

Com AgBR/Agência Senado

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