Protestos contra professor que filmou estudante na UFMT

Protesto das alunas (Reprodução TVCA)

Protesto das alunas (Reprodução TVCA)
Protesto das alunas
(Reprodução TVCA)

Estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) do campus Rondonópolis, protestaram ontem, contra o professor M.A.B.S., do curso de Medicina, segundo o blog Estela Boranga comenta apurou, suspeito de filmar uma aluna enquanto ela usava um banheiro naquela instituição de Ensino Superior.
As alunas protestaram pintando partes de seus corpos de vermelho e usaram mordaças com fita adesiva, onde se lia a frase “o silêncio aterroriza”, em menção a casos de violência que não são denunciados.
O caso
A aluna teria procurado a polícia e relatado que estava num dos boxes do banheiro e que havia tirado a roupa para se trocar, quando percebeu que havia um celular embaixo da porta, filmando-a.
Ela então empurrou a porta do boxe, mas não viu ninguém dentro do banheiro, decidindo esperar do lado de fora, para surpreender a pessoa.
Pouco tempo depois, segundo a aluna, o professor saiu de dentro do banheiro feminino, usando o telefone. A estudante o interpelou e solicitou as imagens fossem apagadas, tendo ele admitido que a havia filmado, sob a alegação de que tem problemas e que já havia feito isso antes, mas que iria apagar as imagens.
O envolvido deve responder a um Termo Circunstanciado de Ocorrência, por importunação ofensiva ao pudor.
Moções de Apoio e de Repúdio
A Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (Adufmat), o Sindicato dos Servidores Técnicos-Administrativos (Sintuf) e o Centro Acadêmico de Psicologia (CAP) emitiram moções de apoio à estudante e de repúdio pelo ocorrido nas dependências da instituição, “manifestando irrestrito apoio e solidariedade às estudantes do Curso de Psicologia do Campus Universitário de Rondonópolis/UFMT, vítimas de violência contra a mulher, pois atos dessa natureza violam os direitos humanos, afetam negativamente o bem-estar geral das mulheres e as impedem de participar plenamente na sociedade.”
As notas reforçam ainda, que: “Exigimos da Administração Superior da Universidade Federal de Mato Grosso, providências no sentido de punir todos os atos de violência contra as estudantes desta Instituição, uma vez que elas sofrem diariamente diversos tipos de violência como: assédio moral, assédio sexual, racismo, misoginia, homofobia e lgbtfobia.
Casos como esse, não devem e não serão relativizados!”.

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