Sem acordo, bancários dão continuidade à greve

A greve continua

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A greve continua

Como não houve acordo entre a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e o Comando Nacional dos Bancários, na reunião de terça-feira e de ontem em São Paulo, os grevistas farão outra assembleia, na segunda-feira (3), às 17h. Todavia, o Comando diz que vai se manter de plantão em São Paulo, caso a Fenaban queira fazer uma nova proposta.
Na reunião de terça-feira, os bancos fizeram uma proposta de novo modelo de acordo para a categoria, com validade de dois anos, em vez de um, como ocorreu nos últimos anos. Na reunião de ontem, a Fenaban manteve o reajuste em 7%, com abono de R$ 3,5 mil e, para o ano que vem, propôs 0,5% de aumento real, o que representaria perda real, nesses dois anos, de 1,9%, de acordo com informações do sindicato dos bancários.
Reivindicações
Os trabalhadores reivindicam reajuste de 14,78%, sendo 5% de aumento real, considerando inflação de 9,31%; participação nos lucros e resultados (PLR) de três salários acrescidos de R$ 8.317,90; piso no valor do salário-mínimo do Dieese (R$ 3.940,24), e vales alimentação, refeição, e auxílio-creche no valor do salário-mínimo nacional (R$ 880). Também é pedido décimo-quarto salário, fim das metas abusivas e do assédio moral.
Atualmente, os bancários recebem um piso de R$ 1.976,10 (R$ 2.669,45 no caso dos funcionários que trabalham no caixa ou tesouraria). A regra básica da participação nos lucros e resultados é 90% do salário acrescido de R$ 2.021,79 e parcela adicional de 2,2% do lucro líquido dividido linearmente entre os trabalhadores, podendo chegar a até R$ 4. 043,58. O auxílio-refeição é de R$ 29,64 por dia.
Mato Grosso
A greve dos bancários em Mato Grosso conta com a adesão de mais de 270 agências em 100 municípios, incluindo as de Rondonópolis (deflagrada também pelo Sindicatos dos Bancários de Rondonópolis e Região Sul), Cuiabá, Várzea Grande, Sorriso, Lucas do Rio Verde, Cáceres, Sinop e Tangará da Serra, cidades de maior importância sócio-econômica, cujas agências estão com o atendimento completamente suspenso, segundo o Sindicato dos Bancários de Mato Grosso (Seeb-MT).
Com Agência Brasil/G1 MT

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