Temer volta atrás na mudança da jornada de trabalho

Vai sobrar pro golpista (Imagem: Internet)

Temer deu mais um “tiro no pé” (Internet)

Depois da grande repercussão das declarações sobre a reforma trabalhista, dadas na semana por seu ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, Michel Temer (PMDB) ligou para seu subordinado no início da noite de ontem, o orientando a reafirmar que o governo não vai elevar a jornada de 8 horas para 12 horas, nem tirar direitos dos trabalhadores.
Depois do “volta atrás” de Temer, Nogueira afirmou que o padrão normal e legal continuará sendo o de 8 horas diárias e 44 horas semanais, sem alterações para os trabalhadores. “O que a reforma permitirá é que as convenções coletivas de categorias tenham a opção de flexibilizar a forma como a jornada será realizada, ou seja, como as horas serão distribuídas na semana (com limites de até 12h por dia e 44h mais 4h extras por semana)”, disse.
Continuando, o ministro de Temer frisou que na prática, a medida vai legitimar práticas já adotadas, como a compensação das horas do sábado em tempo extra em dias úteis e o modelo 12 horas de trabalho por 36 horas de descanso. “Na forma atual, esses acertos podem até ser questionados na Justiça.
Não se trata, portanto, de estabelecer jornada de 12 horas em todos os dias da semana”, frisou Nogueira.
Mudança
A mudança de atitude de Michel Temer, se deve – além da reação contrária e indignada da população -, ao resultado da reunião que ele teve com as centrais sindicais na sexta-feira, cujos dirigentes classistas colocaram de forma clara e direta, que não aceitariam – cordatamente – mudar uma vírgula nos direitos dos trabalhadores, alcançados, a duras penas, ao longo dos anos.
O recado ficou bem claro e Temer, rapidinho,  jogou o “abacaxi” para seu ministro do Trabalho descascar.

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