Tenente BM Ledur vai depor sobre morte de aluno

Tenente está afastada das funções (Foto: Internet)

Tenente está afastada das funções (Foto: Internet)
Tenente está afastada das funções
(Foto: Internet)

A Polícia Judiciária Civil (PJC) de Mato Grosso abriu inquérito para investigar a morte do aluno do curso de formação do Corpo de Bombeiros, Rodrigo Claro (21), que morreu no dia 15 deste mês, depois de participar de uma aula prática na Lagoa Trevisan, em Cuiabá, no dia 10.
De acordo com a delegada da Polícia Judiciária Civil, Anaíde Barros, devem ser ouvidos durante oitivas nos próximos dias, os colegas de curso e a tenente BM Izadora Ledur Dechamps, responsável pelas atividades do curso.
Aproximadamente 30 alunos participavam do curso e eram supervisionados por cinco coordenadores, entre eles a tenente e um coronel. Todos que estavam no local serão ouvidos, segundo a Polícia Civil. A tenente, responsável pelas atividades, já foi afastada do cargo que ocupa.
Promoção é suspensa
A promoção da tenente Ledur, que atuava como instrutora de salvamento aquático foi suspensa hoje (22). Ela já havia sido afastada do cargo e teve a promoção para capitã, suspensa, até a conclusão do inquérito
Além da tenente, outras 11 pessoas responsáveis pelo curso foram afastadas do cargo e devem cumprir funções administrativas, até a conclusão do inquérito. De acordo com o comandante geral do Corpo de Bombeiros, coronel Júlio Cesar Rodrigues, o inquérito policial militar deve ser concluído entre 30 e 50 dias.
“Tudo vai depender do encarregado, das provas que ele queria angariar. Depois disso, o inquérito vai ser remetido para o Ministério Público avaliar se há crime e se vão oferecer denúncia”, afirmou. Até a conclusão do inquérito, a promoção prevista para a tenente ficará suspensa.
Investigação anterior
A tenente e um sargento já haviam sido investigados em 2015 após denúncias anônimas, de que estariam exercendo pressão psicológica sobre os alunos. À época, os bombeiros alegaram que uma sindicância investigou as denúncias e nenhuma irregularidade foi constatada. O caso foi arquivado.
O comandante geral do Corpo de Bombeiros, não descartou a possibilidade de erro, mas declarou que as críticas devem ser filtradas. “O que o aluno considera muitas vezes como pressão psicológica ou tortura, não passa de uma instrução simples. Ele está sendo submetido a um ambiente em que ele não está acostumado e precisa desenvolver uma técnica”, afirmou.
O caso
Rodrigo queixou-se de dor de cabeça durante a realização das aulas. O aluno realizava uma travessia a nado na lagoa e quando chegou à margem, informou o instrutor que não conseguiria terminar a aula.
Em seguida, segundo os bombeiros, ele foi liberado e retornou ao batalhão e se apresentou à coordenação do curso para relatar o problema de saúde. O jovem foi encaminhado a uma unidade de saúde e sofreu convulsões.
Colegas do aluno disseram à família que o rapaz foi afogado várias vezes durante o treinamento e que os instrutores o obrigaram a continuar, mesmo com o estado físico debilitado.
Internado por cinco dias em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital de Cuiabá, Rodrigo Claro veio a óbito no dia 15.
Com G1 MT

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