Reforma do Ensino Médio ainda será julgada no STF

Fachin não aceitou argumento de MT (Foto: Estadão)

Ministro liberou matéria para julgamento pelo STF
(Foto: Estadão)

Aprovada pelo Senado Federal, a reforma do Ensino Médio seguiu para sanção do presidente Michel Temer, mas ainda passará pelo crivo dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que decidirão pela constitucionalidade, ou não, da matéria.
Primeira reforma do governo Temer a ser aprovada pelo Congresso Nacional, a proposta foi contestada pelo PSOL e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), que ingressaram no ano passado, com duas ações diretas de inconstitucionalidade (Adin) no STF.
Relator das duas ações, o ministro Edson Fachin já liberou a reforma do Ensino Médio para julgamento pelo plenário da Corte. Cabe à presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, definir a data do julgamento, que segue sem previsão.
Mais tempo na escola, menos disciplinas obrigatórias e maior especialização dos alunos. Essas são algumas das propostas apresentadas pelo governo federal, para a reforma do ensino no País
Críticas
O Palácio do Planalto foi criticado por ter encaminhado, em setembro do ano passado, a proposta de reforma do Ensino Médio por meio de uma medida provisória (MP), sem um amplo diálogo com setores da sociedade.
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou parecer pela inconstitucionalidade da medida provisória. “Medida provisória, por seu próprio rito abreviado, não é instrumento adequado para reformas estruturais em políticas públicas, menos ainda em esfera crucial para o desenvolvimento do País, como é a educação”, escreveu Janot.
Em manifestação encaminhada ao STF, a Advocacia-Geral da União (AGU) alegou que a mudança no Ensino Médio brasileiro é “urgente e inadiável” do ponto de vista educacional, o que justifica a edição de uma medida provisória para tratar do tema. Para a AGU, caso o Palácio do Planalto optasse por fazer a reforma por meio de um projeto de lei, as discussões parlamentares poderiam se alongar por “décadas”.
Com Estadão

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