Anvisa proíbe venda sem receita de cloroquina e ivermectina

(Divulgação/Biomanguinhos)

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), através da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 405/2020, publicada ontem no Diário Oficial da União (DOU), criou regras que proíbem a venda sem receita em farmácias de medicamentos como a cloroquina, a hidroxicloroquina, a nitazoxanida e a ivermectina.
Objetivo
O objetivo da RDC, é impedir a compra indiscriminada de medicamentos que têm sido amplamente divulgados como potencialmente benéficos no combate à infecção pelo novo coronavírus, embora ainda não existam estudos conclusivos sobre o uso desses fármacos para o tratamento da doença.
A medida visa também manter os estoques destinados aos pacientes que já têm indicação médica para uso desses produtos, uma vez que os medicamentos que constam na resolução também são usados no tratamento de outras doenças, como a malária (cloroquina e hidroxicloroquina); artrite reumatoide, lúpus e outras (hidroxicloroquina); doenças parasitárias (nitazoxanida) e tratamento de infecções parasitárias (ivermectina).
Compra
A compra desses produtos em farmácias e drogarias será permitida apenas mediante apresentação da receita médica, em duas vias. Cada receita terá validade de 30 dias, a partir da data de emissão, e poderá ser utilizada somente uma vez.
A resolução será revogada, automaticamente, a partir do reconhecimento, pelo Ministério da Saúde, de que não mais se configura a situação de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional.
Farmácias e drogarias
Conforme previsto na resolução, todos os medicamentos que contenham as substâncias listadas na norma, estão sujeitos aos procedimentos de escrituração no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC).
A escrituração dos medicamentos à base de hidroxicloroquina, cloroquina e nitazoxanida já era obrigatória desde a inclusão dessas substâncias, nas listas de controle da Portaria 344/1998. Para os medicamentos à base de ivermectina, a entrada de medicamentos já existentes em estoque nas farmácias e drogarias antes da resolução, não necessita ser transmitida ao SNGPC.
Somente depois de se certificarem da ineficácia da cloroquina em Jair Bolsonaro, que já testou positivo três vezes, resolveram barrar a venda indiscriminada do fármaco, do qual ele vinha sendo, irresponsavelmente, “garoto-propaganda”, apesar dos riscos imensos dos efeitos colaterais do medicamento.
Além de gado, muitos viraram cobaias!
Da Redação com Agência Brasil 

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