Falta de água causa transtornos em Rondonópolis

Cidade possui excelentes condições hidrogeológicas (Ilustrativa)

Cidade possui excelentes condições hidrogeológicas
(Ilustrativa)

O crescimento acelerado de Rondonópolis traz inúmeras vantagens, mas também gera aborrecimentos à população, caso não haja um planejamento antecipado, principalmente em relação à expansão do perímetro urbano, com a abertura de novos loteamentos.
Um dos tantos problemas daí advindos e que se tornou crônico, diz respeito ao aumento na falta de água, verificado nas áreas já densamente habitadas, cuja abertura de novos bairros em seu entorno não exige a necessidade de dotar as novas áreas de poços artesianos ou semiartesianos, uma vez que a captação de água do Rio Vermelho para tratamento na ETA, por si só, já não tem dado conta da demanda.
Mesmo Rondonópolis possuindo muita água em seu subsolo, principalmente porque está localizada acima da ponta noroeste do Aquífero Guarani – um dos maiores do mundo e que se estende até a metade de Mato Grosso – a população sofre com a falta de abastecimento, que devido à expansão habitacional passou a conviver com o, digamos, sistema de “desvestir um santo, para vestir outro”, com o escalonamento diário de distribuição de água, entre os bairros já existentes.
Urge um estudo entre a Secretaria Municipal de Infraestrutura e o Sanear, para que se avalie a possibilidade de exigir que empresas do ramo imobiliário, que pretendam abrir novos loteamentos, contenham em seus projetos o compromisso de dividir, futuramente, com outras incorporadoras a perfuração de um poço artesiano que venha a abastecer toda a área que vier a ser ocupada.
Isso também deve ser observado pelos vereadores, quando receberem projetos habitacionais para possível aprovação pelo Poder Legislativo.

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