O troco dos eleitores

votacaoO resultado das urnas em Rondonópolis, tanto para Prefeito quanto a vereador, pode ser considerado como um troco que o eleitorado deu, para a inércia que os detentores dos cargos executivo e legislativo – que os deixarão no dia 31 de dezembro, por não terem sido reeleitos -, que tiveram quatro anos para fazer e não fizeram.
Ao contrário, usaram dos cargos para acomodarem seus interesses, passando por cima das necessidades prementes da cidade, olhando somente para seus umbigos.
Percival Santos Muniz fez de seu mandato um governo feudal, onde os vassalos não eram seus assessores diretos, mas sim a grande maioria do povo de Rondonópolis, ao qual ele, no início deste seu mandato que finda em dezembro, fez ouvidos moucos (que não ouve, ouve pouco ou mal; surdo), dispensando ouvir os conselhos municipais, preferindo ouvir os privilegiados que o cercavam; os “ungidos”. E que contribuíram muito para sua derrota, que já era vislumbrada até compor com o Dr. Manoel, o que fez ele mudar de idéia e decidir disputar a reeleição.
Antes de se tratar de poderio político, se tornar prefeito de Rondonópolis envolve muito além do que a maioria da população possa pensar.
Rondonópolis é o divisor de águas, em eleição para governador. É aqui que se decide, praticamente, quem vai ocupar o Palácio Paiaguás (sede do governo estadual), não somente pelo peso sócioeconômico que a cidade possui, mas sim pelo peso político. São daqui os três senadores e dois deputados federais da bancada de Mato Grosso, além dos quatro deputados estaduais, em cuja lista se inclui Zé Carlos do Pátio, agora eleito Prefeito.
Então, a disputa pela Prefeitura envolve muito além do que se possa pensar.
E a eleição de Zé Carlos vai exigir mudanças no que estava se projetando, como a candidatura do senador Wellington Fagundes (PR) a governador, por exemplo, bem como a candidatura do próprio Percival, a deputado federal em 2018. Além de, praticamente, ter dado o golpe de misericórdia no PMDB de Carlos Bezerra.
Por outro lado, a renovação de 50% dos vereadores puniu aos que deixaram Percival governar “solto e frouxo”, o que fez surgir o comentário de que a Câmara Municipal era um “puxadinho” da Prefeitura.
Entretanto, alguns dos 10 vereadores que se reelegeram, no meu entender, ainda contaram com a condescendência da sorte, que preferiu lhes conceder mais uma chance de parar de dizer “amém” ao Executivo e legislar, efetivamente.
E isso serve tanto para os reeleitos, como para os que vão cumprir seu primeiro mandato.
Chance também terá Zé Carlos do Pátio, de corrigir seu modo de administrar e mostrar a que veio , já que em seu primeiro mandato de Prefeito as “sombras” não lhe deixaram fazer.
As urnas mostraram, mais do que nunca, que os erros cometidos são imperdoáveis!

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